Mostrando postagens com marcador Organizadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Organizadas. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de maio de 2010

Cadastro de torcedores das "Organizadas" pode ser a solução


Pelo menos é o que pensa 39% dos internautas que participaram da enquete sobre a solução para o fim da violência entre torcedores. Já 29% dos internautas acham que a solução está no aumento do policiamento dentro e fora dos estádios. Para 16% a solução é proibir que as Organizadas frequentem os estádio e para 13% a solução tem que ser radical, ou seja, extinguir as Torcidas Organizadas. Os que acham que não há como acabar com a violência entre os torcedores somam 3%.

Na minha opinião, a solução pode ser a combinação entre várias medidas. Acho que algumas Torcidas Organizadas realmente tem que ser extintas, pois são verdadeiras quadrilhas, mas não acho que todas agem dessa forma e para essas torcidas um cadastros dos seus membros poderia ser exigido. Em alguns jogos de alto risco poderia ser proibir o ingresso das Organizadas no campo e é claro, o policiamento tem que ser ostensivo sempre.

quinta-feira, 4 de março de 2010

MP/PB convocou torcidas organizadas para TAC


Torcidas Organizadas de todo o Brasil costumam utilizar simbolos e mascotes amedrontadores, como a T.J do Botafogo/PB, uma das convidadas pelo MP

"O Ministério Público da Paraíba, propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para as torcidas organizadas do Botafogo, na reunião que aconteceu nesta quarta-feira, às 14h30, na sede do órgão.

O objetivo é combater a prática de violência nos estádios. Na proposta, as torcidas se comprometeram a apresentar cópias dos seus estatutos devidamente registrados em cartório e também a trabalhar com medidas contra a violência. O termo proposto pelo MP prevê que as torcidas terão três meses para cadastrar eletronicamente seus integrantes e encaminhar a listagem (com o endereço residencial e o comercial, fotografia e assinatura do torcedor) ao Botafogo, à FPF, à Polícia Militar e à Promotoria de Justiça do Cidadão.

Os torcedores deverão receber carteiras de identificação. Foram convocadas para o encontro, os representantes do Império Alvinegro, Fogomania, Força Independente Anjinhos do Belo, Fúria Independente do Botafogo, Bota Paz, Bota Shop, Torcida Jovem do Botafogo, a Federação Paraibana de Futebol - FPF, dirigentes do clube, além dos órgãos da segurança pública (Polícias Militar, Civil e o Corpo de Bombeiros).

No ano passado, o MP instaurou o procedimento administrativo para apurar as denúncias de violência nos estádios por parte de torcedores das organizadas. No dia 18 de setembro, a Promotoria de Justiça do Cidadão realizou audiência com os dirigentes dessas torcidas e solicitou o encaminhamento, no prazo de dez dias, da cópia de seus estatutos devidamente registrados em cartório. Nenhuma atendeu à solicitação.

No final da semana passado, Wallace Maranhão Morais, de 17 anos, foi assassinado em uma briga entre as torcidas organizadas - fora do estádio Almeidão - após o jogo entre Botafogo e Sousa, pelo Campeonato Paraibano."

Do Só Esporte (adaptado) em 03/03/2010

Boa iniciativa, só não entendi porque as organizadas de Campina Grande não participaram do TAC.

Os MPs dos demais estados poderiam também agir da mesma forma, afinal violência entre organizadas acontecem em quase todo o Brasil, inclusive em estados com times de pouca expressão no cenário nacional, como na Paraíba.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Inferno Verde


Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo

O ano era 1997. O Bahia jogava contra o Juventude na Fonte Nova precisando de uma vitória simples para fugir do rebaixamento, enquanto o time gaúcho precisava segurar, pelo menos o empate, para passar para segunda fase do Brasileirão daquele ano. O jogo começa e antes do término do primeiro tempo, diante da apatia do time baiano, a torcida ameaça invadir o campo, caso o Bahia não ganhasse o jogo. No intervalo da partida, centenas de policiais com cães, escudos, capacetes e cacetetes invadem o campo e postam-se à beira do gramado, circulando todo o estádio, fazendo uma barreira humana. O jogo termina 0 x 0 e o Bahia é rebaixado pela primeira vez. A torcida vaia, chora, xinga, mas intimidada pela força policial, vai para casa em paz.

Doze anos depois, uma situação similar aconteceu e Curitiba, cidade considerada modelo, só que com um desfecho trágico. Desfecho que poderia ser evitado se houvesse uma preocupação da PM em se antever a invasão da torcida bem antes do término da partida. A PM afirmou que 700 policiais estavam no estádio, mas o que vimos foi uma grande quantidade de vândalos partindo pra cima de um punhado de policiais, que defendiam com bravura, a integridade física os jogadores, árbitros e jornalistas, mesmo estando em menor numero.

Mas o problema não pode ficar todo nas costas da polícia, a direção do Coxa só se preocupou em encher o estádio, barateando os ingressos, sem observar a questão da segurança, além disso, deu grande prestígio as torcidas organizadas, aliás, o excesso de prestígio das organizadas por parte dos clubes, as vezes em troca de apoio político, está causando problemas sérios em todo o país.

A policia está trabalhando para identificação dos bandidos através das imagens de TV, mas outras medidas tem que ser tomadas, como o fim das torcidas organizadas envolvidas no confronto, punição exemplar do Coritiba, que na minha opinião, deveria ficar no mínimo, um ano sem jogar no Couto Pereira ou em qualquer outro estádio da capital paranaense. Os criminosos identificados, além de serem presos, deveriam ser obrigados a se apresentarem em uma delegacia toda vez que o Coritiba jogasse durante alguns anos. Deveriam também serem obrigados a pagarem os prejuízos causados ao patrimônio público e privado e se não tivessem condições financeiras deveriam pagar com serviços prestados a comunidade.

A cidade que se diz modelo para o Brasil poderia aproveitar para ser modelo de punição para esses bandidos que mancharam de sangue o Campeonato Brasileiro de 2009.