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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ministério Público da Bahia estuda dissolver torcidas organizadas


Os episódios de violência ocorridos no Ba-Vi do último domingo, 25, culminando com o tiro disparado contra a cabeça do adolescente Wesley Oliveira Almeida, de 14 – que continua internado em estado delicado –, reacenderam a discussão sobre a violência nos estádios de futebol provocados pelas torcidas organizadas.

Segundo o promotor José Emanuel Araújo Lemos, do Ministério Público Estadual, que atua no grupo de combate à violência nos estádios, caso sejam confirmadas as participações das uniformizadas nas ações de violência ocorridas no último domingo, as medidas do poder público podem resultar em ações severas. “Estamos ainda apurando o incidente. A Polícia Civil está formulando o inquérito e, caso sejam fornecidos elementos que apontem para esse quadro de violência das organizadas, vamos tomar providências que podem ir desde medidas cautelares, pedindo o afastamento das mesmas nos estádios, como a extinção delas, ou enquadrar todos os seus membros como quadrilha ou bando”, afirma.

Ainda de acordo com o promotor, na reunião da próxima quinta-feira, 29, no Quartel dos Aflitos, às 10 horas, com a presença do MP, da Polícia Civil, da Polícia Militar, e com os presidentes das torcidas organizadas Bamor (Bahia) e Os Imbatíveis (Vitória), para traçar metas de segurança para o clássico do dia 2 (no Barradão), o assunto deverá ser novamente tratado.

“Fatalmente colocaremos esses episódios em pauta. Sou adepto do diálogo e por isso temos uma comissão permanente para tratar do assunto. Acredito que seja muito mais fácil coibir a violência se as organizadas participarem do processo do que se optarmos pela exclusão. Em Salvador, a briga das torcidas se confunde muito com a violência cotidiana. Inserindo as torcidas na discussão fica mais fácil amenizar o problema”, se posiciona.

Fonte A Tarde On Line

Quantos mais precisarão tomar tiros na cabeça?


Foto: A Tarde on line

Mais uma vez o BA x VI foi manchado pela violência causada entre a guerra entre as torcidas organizadas de Imbatíveis x Bamor. Segundo informações veiculadas por diversos meios de comunicação, um garoto de 14 anos, que utilizava um uniforme da Bamor, foi atingido com um tiro na cabeça e segue internado no Hospital Jorge Valente, após receber os primeiros socorros no HGE. Informações desses mesmos sites dão conta que os disparos foram feitos por integrantes da Torcida Imbatíveis, que fugiu logo em seguida aos disparos. Outro caso de violência foi registrado em Narandiba, onde um jovem de 19 anos morreu baleado por supostos torcedores do Bahia.

Mais uma vez a cena se repete e mais revoltante que isso é a inércia das autoridades, que continuam permitindo que essa e outras torcidas ditas “organizadas” existam. Revolta também a omissão dos dirigentes dessas facções que repetem o discurso que não podem responder pelos atos de seus integrantes, ora, se eles criam uma torcida e permite que pessoas façam parte dela, como podem fugir da responsabilidade dos atos de seus integrantes?! Realmente não dá para entender como membros de uma facção tão violenta, como é essa Toricda Imbatíveis continuam agindo sem que ninguém responda por esses atos. A Torcida Uniformizada Imbatíveis é conhecida por entoar hinos com letras de incentivo ao embate com a Bamor e utilizar símbolos e mascotes aterrorizadores. É conhecida também pela semelhança com torcidas violentas do eixo Rio-São Paulo.

A Torcida Organizada Bamor, que existe desde 1977, após a criação da Imbatíveis, mudou o seu perfil, deixando de ser conhecida como a mais animada da Bahia, e passando a cometer atos de violência, justificada pela famosa “Lei do Talião”. A mudança de perfil dos seus membros fez com que a Bamor passasse a se parecer com a rival, a começar pela justificativa dos seus diretores, quando são interpelados por atitudes violentas dos seus membros.

Já passou, e muito, do Ministério Público responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis por essas torcidas pelos atos violentos cometidos através de seus membros e poderia começar já, proibindo os torcedores dessas facções de terem acesso a final do Campeonato Baiano. E não adianta fazer reuniões com os “chefes” dessas torcidas, pois todas as tentativas de pacificação já foram tentadas nas sucessivas reuniões que sempre ocorrem antes dos BA x VIs. Acho que não da mais para dialogar com “eles”, pois os crimes e as mortes que já ocorreram, desde a criação da Imbatíveis e o início da guerra com a Bamor, já são suficientes para extingui-las, ou no mínimo, proibir o seu acesso aos estádios.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Organizadas, Uniformizadas e Responsabilizadas


Foto ibahia.com

Em maio de 2009, a Câmara dos Deputados, aprovou a Emenda ao Projeto de Lei 451/95 que estabelece regras que visam prevenir e punir a violência entre torcidas de futebol. A lei estabelece que as torcidas organizadas deverão cadastrar seus membros e essas entidades serão também responsáveis pelos atos de vandalismos dos seus integrantes.

Esta emenda precisa agora ser aprovada no Senado, sendo que após os últimos acontecimentos ocorridos em São Paulo, que resultou em uma morte, cresceu a pressão da sociedade para que seja logo votada, pois ninguém aguenta mais ver esses vândalos, que se dizem torcedores organizados, cometerem atos de violência sem que hajam punidos.

Atenção dirigentes da Imbatíveis e da Bamor , ou vocês seguram a onda de seus membros ou, dentro em breve, poderão estar em maus lençóis.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Armas usadas na batalha entre a Mancha e a Independente (JB Neto AE)

Mais uma vez as ruas de São Paulo transformaram-se em campos da batalha entre marginais que utilizam o pretexto de serem torcedores organizados para praticarem atos de vandalismo e violência. As gangues Mancha Verde e Independente se degladiaram em vários locais na cidade de Sao Paulo e redondezas deixando um saldo de um morto e dezenas de feridos.

O que é mais revoltante é que as autoridades continuam sem tomar as providências que a sociedade espera, que é o tratamento das organizadas como facções criminosas e a partir daí, responsabilizar os seus lideres pelos crimes cometidos.

Esse episódio em Sampa é uma alerta para a policia e o Ministério Público da Bahia, ainda mais as vésperas de um Ba x VI, onde nos últimos anos houveram diversos atos de violência, protagonizado pelas organizadas Imbatíveis e Bamor. Espero que a PM e o MP deixe claro para os dirigentes das duas organizadas que atos de violência não serão mais tolerados e que eles serão co-responsáveis pela violência cometida pelos membros das organizadas que eles dirigem.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Os Imbatíveis em violência e vandalismo


Banners da Imbatíveis criando um clima de guerra (2009)

Na semana passada, Policia Militar, FBF, Sudesb e Torcidas Organizadas sentaram na mesa para discutirem as medidas de segurança para o BA x VI, que aconteceu no último domingo. Dentre os participantes da reunião, estavam os representantes da torcida Imbatíveis e também da Bamor, que ao término da reunião, deram bonitas entrevistas pregando a paz.

Infelizmente de nada adiantou essa reunião, pois antes do início da partida as imediações do Pituaçu virou uma praça de guerra, promovida principalmente pela Imbatíveis, que atacou membros da Bamor, havendo o revide. A polícia agiu com energia e chegou a deter uma pessoa com uniforme da Imbatíveis portando bombas de fabricação caseira.

Acho que já passou da hora das autoridades agirem contra as torcidas organizadas em Salvador, principalmente contra a torcida Imbatíveis, que parece que só foi fundada para brigar com a Bamor, que passou também a aderir a violência. O que eu não entendi ainda é por que o Ministério Público ainda não tomou uma medida drástica contra essa facção criminosa, já que esse bando que se dizem torcedores estão sempre cometendo atos de vandalismo e violência.

Será que as mortes ocorridas em 2007, após um jogo no Barradão não foi o bastante para acabar com essa torcida? Ou será que terá que ocorrer um fato similar ao ocorrido em Curitiba no final do ano passado para que se tomem providências? Por falar em Curitiba, temos que reconhecer o exemplar trabalho de identificação e punição dos culpados pela baderna ocorrida no jogo Coritiba x Fluminense pelo Brasileirão do ano passado.

Acho que o futebol baiano perdeu muito com a criação dessa facção do mal chamada Imbatíveis e por isso sou a favor de sua eliminação do futebol baiano e brasileiro, servindo de exemplo para as outras torcidas organizadas, em especial a Bamor, que também se transformou em uma torcida violenta, mas que pela sua bonita história desde a sua criação em 1976, merece mais uma chance, devendo ficar de sobreaviso.